Boa Tarde Leitores ! Tudo bem com vocês ?
A resenha de hoje é O Diário de Anne Frank...
Os Frank viviam confortavelmente em Amsterdam. O pai de Anne, Otto, possuía uma empresa chama Opteka que vendia especiarias e pectina para conservação de doces e geleias. Porém, em 1940, com a anexação da Holanda pela Alemanha Nazista e a acirrada perseguições aos judeus, a família resolveu emigrar para os Estados Unidos. Com os vistos negados, a única saída foi passar o negócio para os empregados e esconder-se num pequeno Anexo localizado no prédio onde funcionava a empresa. Foi durante esse período atribulado que Anne, a filha caçula, decidiu iniciar um diário.
Nele, ela conta para uma amiga imaginária, Kitty, seu dia a dia marcado pelo medo, a dependência de ajuda externa e a difícil convivência com a família e estranhos num pequeno espaço físico, mas que não a impediu de flertar com o amor e a sexualidade.
Em 1944, eles foram denunciados, presos e levados para um campo de concentração. Otto (pai de Anne) foi o único que sobreviveu, infelizmente, Anne e sua irmã morreram em Bergen-Belsen meses antes da derrota de Hitler.
Quando voltou para Amsterdam, não se saber ao certo se seu pai encontrou ou recebeu o diário de Anne de uma ex funcionária. incentivado a apresentar o horror do holocausto, ele resolveu publicá-lo. Finalmente, seria realizado o sonho de sua filha. Que sonhava em ser jornalista ou escritora.
Lançado em 1947, na Holanda, o livro foi um grande sucesso, mas desde a década de 50, sua autoria foi questionada. Muitos críticos afirmavam que as reflexões de Anne Frank não correspondiam a de uma adolescente de apenas 13 anos. Com essa discussão, movida especialmente por interesses financeiros e envolvendo grafologistas e testemunhas, chegou até levar o caso para os tribunais.
Na verdade o Diário possui quatro versões :
- O manuscrito original.
- Um segundo, reescrito pela própria Anne que pensava publicá-lo algum dia.
- A versão de Otto Frank com a suspensão de alguns trechos que tratavam do difícil relacionamento entre mãe e filha e a iniciação sexual de Anne, um assunto tabu para a época.
(Uma das versões do Diário de Anne Frank)
Finalmente, diante da tragédia de Anne Frank, igual a de tantos outros jovens que tiveram suas vidas ceifadas pelo Holocausto, torna-se bastante claro por que esse Diário jamais deve ser esquecido e a importância de que seja transmitido para as novas as novas gerações .
Espero que gostem da resenha que fiz. Até a próxima!


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